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Dividendo não é dinheiro extra. E tá na hora de você entender isso.

  • Foto do escritor: Vinícius Rosa
    Vinícius Rosa
  • 22 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de jun. de 2025

Dividendo não é dinheiro extra. E tá na hora de você entender isso.


Uma das maiores ilusões que circulam entre os investidores iniciantes (e até alguns mais antigos) é essa:

“Ah, agora eu virei sócio de empresa boa que paga dividendos. Todo mês pinga um dinheirinho na conta.”

Só que tem um detalhe aí: esse “dinheirinho” não é um bônus. Não é um presente da empresa.


Na prática, você não ganhou absolutamente nada.


O que é o dividendo, de verdade?


Vamos falar com clareza:

No dia do pagamento, a ação fica ex-dividendo, ou seja, o valor pago é descontado diretamente do preço da ação.


Exemplo realista:


  • Você tem R$ 100 mil em ações.

  • A empresa anuncia o pagamento de R$ 2 mil em dividendos.

  • No dia seguinte (D+1), suas ações abrem valendo R$ 98 mil.

  • E os R$ 2 mil entram depois na sua conta.


Ou seja:

Saiu do bolso esquerdo, entrou no bolso direito.

E a galera acha que tá ganhando “renda passiva”, quando na real só houve uma redistribuição do que já era seu.


Mas então dividendos não servem pra nada?


Calma. Não é isso.


Dividendos têm sim um papel importante, principalmente pra:


  • Investidores que já acumularam muito capital,

  • Estratégias de renda passiva no longo prazo com muito capital,

  • Planejamento fiscal, já que dividendos hoje não têm IR retido (ainda).


Mas...

Não existe mágica. Não é dinheiro surgindo do além.

E tem mais:

Boas empresas que pagam dividendos geralmente superam o mercado.

Mas não é porque pagam dividendos.

É porque crescem lucros consistentemente, geram caixa, têm boa governança e se destacam no setor.

A distribuição de dividendos é só consequência de uma boa gestão.


Mas cuidado com a ilusão da “carteira de dividendos” como estratégia única.


Tem gente que fica viciado em dividend yield e esquece o resto:


  • Esquece crescimento,

  • Esquece timing de entrada,

  • Esquece leitura de comportamento de preço.


E pior:

Ignora empresas fantásticas que estão num ciclo de crescimento, mas ainda não pagam dividendos, porque reinvestem o lucro, expandem operação ou estão alavancando crescimento.

Entre 1995 e 2012, a Apple não pagou dividendos e focou em reinvestir seus lucros no próprio crescimento. Nesse período, a ação valorizou mais de 7.000%, mostrando que empresas inovadoras em fase de expansão tendem a gerar mais valor ao reinvestir do que ao distribuir lucros.


Se você foca  em dividendo, você corre o risco de:


  • Ficar de fora dos grandes movimentos,

  • Não capturar as melhores assimetrias do mercado,

  • E se enganar achando que aquela “renda” é puro ganho.



Leitura de fluxo vê o que a maioria dos dividend hunters não vê.


O fluxo te mostra onde os grandes estão posicionando grana de verdade, independente se a empresa paga dividendo ou não.


Você pode:


  • Surfar ciclos de alta em empresas de crescimento,

  • Antecipar movimentos antes da divulgação de resultados,

  • E extrair retornos muito superiores do que ficar só com 5% ao ano de yield.


Dividendos são uma parte do jogo. Não o jogo inteiro.


Tem muito mais por trás de um bom investimento do que uma grana pingando na conta.


Aqui no site eu explico o que ninguém te conta.

No meu livro, eu te mostro como montar uma estratégia de verdade.

E se quiser sair do achismo e começar a operar com visão clara, tem o meu treinamento pra isso.

Você não precisa viver de dividendo. Precisa viver com inteligência de mercado. E isso muda tudo.

Um abraço,

Vinícius Rosa

📍 Me siga no Instagram pra ficar atento às novidades: @investidordefluxo


 
 
 

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Livro - O Investidor de Fluxo
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